segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Texto - Percebi você desistindo da gente

Havia uma corda. 
Fixada de maneira forte o bastante para aguentar qualquer mudança de clima. 
Dias de sol e outros de temporal. 
Ela se mantinha lá. 
Até que ela foi se fragilizando. Ela cedia um pouco por dia por um lado. 
O lado em que estava você. 
No outro estava eu tentando segurar. 

Você foi me dando sinais que só me fizeram sentido quando os olhei de forma única. 
Primeiro, parecia impaciente até com as minhas piadas. 
A gente não dava mais risada um com o outro. 
Não havia mais série pra gente assistir juntos. 
E eu tentava te surpreender, mas o que antes era incrível para você passou a ser ok. 

Passou, também, a demorar para responder minhas mensagens. 
Muitas vezes nem sequer respondia. 
– “Dia corrido” 
Os emojis e figurinhas foram extintos. 
E o “eu também” se tornou protocolar. 
– “Saudades” 
– “Eu também” 
Apesar de tudo, lá estava eu sempre com um “tudo bem” ao alcance do bolso. 
Pouco a pouco fui colecionando exemplos de como você não queria mais ser a gente.
Mais de uma vez, perguntei o que estava acontecendo, mas você que já não gostava de conversar, passou a rejeitar meu acesso. Maldita percepção negativa que criaram para os diálogos sobre as relações. 
Tentei te contornar. Não me cabe a ideia de não tentar tudo até que nada mais funcionasse. 
Você não reagia. 
Marcar de ver meus amigos te parecia a pior a notícia. 
E quando a gente estava com os seus eu parecia não estar no mesmo lugar. 
A gente parou de funcionar, mas eu não queria. 
Todo dia aparecia um novo furo na canoa e eu tentava tampá-los para não afundar. 
Percebi, então, duas coisas: 
1. Você, de verdade, estava desistindo da gente; 
2. Eu estava com uma vontade incompatível com a sua;
Queria continuar, mas não queria o trabalho todo. 
A nossa parceria se transformou em uma empresa pra gente administrar. 
Almoços familiares. Aniversários inadiáveis. A gente participava, mas a sua vontade passou a ser obrigação. Você não dizia, mas também não precisava. 
Sentia falta do carinho mínimo. 
Suas pernas enroscando com as minhas no sofá. 
– Vou fazer pipoca, pausa o filme? 
Essas coisas. 
A gente foi se despedindo sem conversar. 
E o que era a gente passou a ser você e eu, com nome e sobrenome. 
Seus sinais se mostraram reais e sua parte da corda caiu no chão.

2. Eu estava com uma vontade incompatível com a sua; 

E ela permanece aqui. Uma vontade de me revisar, repensar meus erros, me reinventar, tentar ser um eu diferente, conversar, buscar maneiras para ficar tudo bem, maneiras para melhorar o que é bom. 
Uma vontade de continuar. 
Agora não mais com você. 
Que deixou espaço para outra pessoa chegar. 
Ainda há uma corda.
Créditos

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Independência ou Rock?

Feriado de 07 de Setembro na área (independência do Brasil) e pensando nisso, resolvi fazer esse top 10 - independência ou rock? - apenas com representantes do nosso cenário brasileiro do rock'n'roll =) que vocês #conferem nos players ABAIXO:






Ouça esse TOP 10 na sequência + 
bônus de 05 músicas no player ABAIXO:







Ouça esse TOP 10 na sequência + 
bônus de 05 músicas no player ABAIXO:

#Confira também =)
Independência ou Rock? [2017]
Independência ou Rock? [2018]
Independência ou Rock? [2019]

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Seether - Si Vis Pacem Para Bellum

Banda: Seether
Disco: Si Vis Pacem, Para Bellum
Lançamento: 28 de Agosto/2020
01. Dead And Done 02. Bruised And Bloodied [official áudio]
03. Wasteland 04. Dangerous [official music video]
05. Liar 06. Can’t Go Wrong 07. Buried In The Sand 08. Let It Go 09. Failure 10. Beg [official music video]
11. Drift Away 12. Pride Before The Fall 13. Written In Stone

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Charlie Brown Jr. Ao Vivo no Midas Studios

#Nostalgia - CharlieBrown Jr.
#Nostalgia - nova formação com novo disco
#Nostalgia - show completo no player ABAIXO:

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Sugestão de leitura - É pra glorificar de pé

Sinopse/descrição do livro
     Marlus era um cara que tinha tudo para dar certo. Bem-nascido, formado em Direito, repleto de sonhos que mostram um advogado bem-sucedido, ele agora está desempregado, tem uma filha recém-nascida e uma esposa pronta para o divórcio.
     Enquanto busca um trabalho nos classificados dos jornais, Marlus se depara com uma manchete e tem uma grande ideia. Então, durante uma conversa de bar, ele convence seu amigo Tito, que sonha ter seu próprio negócio, a fazer algo mais prático e lucrativo: criar uma igreja com o único objetivo de persuadir a todos de que Marlus é um líder religioso guiado por Deus, convencer o público a fazer doações e enriquecer.
     Com um humor-negro crítico, “É pra Glorificar de Pé!” é uma comédia sem igual: um retrato da sociedade contemporânea, uma sátira ao comportamento humano, um romance inteligente e divertido.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Acordes Elétricos #Especial Bandas Gaúchas

     Liga na tomada e aumente o som, sim! redobre a sua atenção.
     O acordes elétricos é um podcast musical que mescla informações, sugestões do que rola no mundo contando com a participação dos ouvintes.
     Apresentado por Rodrigo Vizzoto, vocalista da banda Eletroacordes, que é sitiada em Porto Alegre [Rio Grande do Sul - RS].
     E nos players ABAIXO, vocês #conferem um especial desse podcast, que foi dividido em 3 programas, destacando o cenário musical gaúcho, enjoy!



segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Sugestão de leitura - Eu perdi o rumo

Sinopese/descrição do livro
   Freya perdeu a voz no meio das gravações de seu álbum de estreia. Harun planeja fugir de casa para encontrar o garoto que ama. Nathaniel acaba de chegar a Nova York com uma mochila, um plano elaborado em meio ao desespero e nada a perder.
     Os três se esbarram por acaso no Central Park e, ao longo de um único dia, lentamente revelam trechos do passado que não conseguiram enfrentar sozinhos. Juntos, eles começam a entender que a saída do lugar triste e escuro em que se acham pode estar no gesto de ajudar o próximo a descobrir o próprio caminho.
     Contado a partir de três perspectivas diferentes, o romance inédito de Gayle Forman aborda o poder da amizade e a audácia de ser fiel a si mesmo. Eu Perdi o Rumo marca a volta de Gayle aos livros jovens, que a consagraram internacionalmente, e traz a prosa elegante que seus fãs conhecem e amam.
AQUI

Alex Rider

  Alex Rider é um adolescente comum que é recrutado para trabalhar a serviço do MI6. A cada missão, ele aprimora suas habilidades para se to...

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